quinta-feira, janeiro 19, 2012

TL: Nacional 0-0 Portimonense



A crise também chegou ao futebol. A Troika instalou-se de armas e bagagens na Choupana. A segunda jornada da Taça da Liga teve um Estádio da Madeira quase deserto e um péssimo espectáculo, que mesmo a ser visto sem se pagar, saiu caro.

Nacional e Portimonense, duas equipas sem hipóteses na prova - regulamento e a fórmula de disputa assim o determinam - apresentaram-se em campo com muitas limitações e oferecendo tempo de utilização a jogadores pouco habituais e mal entrosados. Não foi surpresa a falta de ideias e de futebol produzido.

Foram os locais que estiveram mais perto da baliza dos algarvios. Aos sete minutos, após um cruzamento de Oliver, Mihelic rematou de primeira, mas ao lado. Mas para assistir a nova jogada de perigo foi necessário esperar quase toda a primeira parte: só nos minutos finais (40 e 42) os pupilos de Caixinha tiveram mais duas incursões perigosas, por intermédio de Anselmo e Mihelic.

O conjunto algarvio só aos 18 minutos criou algum perigo, através de um desvio de Oliver, que quase traiu o guarda-redes nacionalista Marcelo, na sequência de um livre apontado por Ricardo Pessoa.

A segunda parte pouco trouxe de novo. Houve perigo aos 53 minutos, quando Rúben Fernandes cabeceou para defesa Marcelo e, dois minutos depois, Márcio Madeira obrigou Carlos Henriques à defesa da tarde, com o desvio de um potente remate para canto.

Mudanças que deram em nada

José Augusto, técnico do Portimonense, também foi mexendo na equipa e seria Tristan a ter um bom cabeceamento aos 65 minutos, que saiu ligeiramente ao lado. E os visitantes foram ganhando ânimo perante a apatia local. Rúben Fernandes assustou Marcelo aos 69 minutos noutro bom cabeceando e as oportunidades, se é que merecem esse nome, morreram aí.

Caixinha também fez apelo aos suplentes, mas deu entender que preferiu poupar esforços a pensar na jornada de domingo frente ao Feirense, mesmo que os adeptos alvinegros se mostrassem impacientes com a exibição que viam.

O nulo justifica-se e adapta-se ao que os dois conjuntos produziram. Afinal, este era apenas mais um jogo... a «feijões».

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