Mostrar mensagens com a etiqueta ENTREVISTAS. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta ENTREVISTAS. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, julho 18, 2019

"Darei o meu máximo pelo clube e pelos adeptos"


Continuamos a nossa ronda para conhecer melhor os novos reforços para o futsal versão 19/20.

Depois de Kennedy, temos Henrique Costa !

O ala esquerdino de 24 anos é internacional pela Arménia e vai cumprir a sua primeira temporada em Portugal.

Quisemos conhecer mais um pouco sobre o Henrique e as suas expectativas para a época que se avizinha.

Diário de um Portimonense : Apresenta-te aos adeptos do Portimonense falando sobre as tuas características. Como começou a tua paixão pelo futsal ?

Henrique Costa : O meu nome é Henrique, tenho 24 anos, sou ala esquerdo e tenho como característica poder ofensivo e habilidade. O meu caminho na modalidade começou aos 8 anos de idade, fiz um teste num clube e desde então não quis parar de jogar futsal !

Diário : Saíste muito novo do Brasil para actuar no futsal europeu e ainda por cima num pais tão diferente do Brasil: a Croácia. Com 20/21 anos, como viveste essa experiência ?

Henrique : Foi uma experiência muito boa, mas difícil ! Eu não sabia falar a língua, não estava adaptado ao clima frio e encontrei uma liga forte pela frente. Mas tive boas pessoas que me ajudaram a adaptar e a fazer com que eu pudesse jogar normalmente, mesmo com todas dificuldades.



Diário : Tens dupla nacionalidade. Explica-nos um pouco como surgiu a oportunidade de representares a selecção da Arménia e como tem corrido esse processo

Henrique : Na minha segunda temporada no país me perguntaram se eu gostaria de jogar pela selecção. No momento achei que era piada , mas com firmeza respondi que sim, afinal não podemos desperdiçar as oportunidades da vida.

Após 4 horas da perguntas, o meu nome estava na lista de seleccionados! Fiquei surpreso porém encarei como a chance de vivenciar o melhor nível de futsal . Fiz algumas partidas pela selecção da Arménia e acredito que tudo está bem encaminhado. Gosto muito do país !

Diário: És conhecedor do futsal português ? Já tiveste oportunidade de conhecer Portimão ?

Henrique :  Quando se fala em futsal, tenho certeza que Portugal já vem na mente. Para mim está entre as 3 melhores ligas do mundo e, sempre que posso, acompanho os jogos . Nunca estive em Portimão, mas desde que assinei com o clube local, estou sentindo boas vibrações!


Diário : Vais viver agora o teu primeiro ano em Portugal. Com que expectativas chegas ao Portimonense e à Liga Placard ?

Henrique : Sabemos que é uma liga difícil e também estamos no primeiro ano do clube na primeira liga. Espero contribuir ao máximo ao clube para atingir os objectivos colectivos. Se ficarmos na liga e buscar as primeiras posições seria bom. Queria deixar o Portimonense na posição que merece

Diário: Para finalizar, uma mensagem para os adeptos alvinegros

Henrique : Desde já agradecer o carinho e as vibrações pelas redes sociais e dizer que estou muito feliz em fazer parte dessa família. Darei o meu máximo pelo clube e pelos adeptos. Estamos todos juntos !


 

sexta-feira, julho 12, 2019

"Estou ansioso para que comece!"


Kennedy Ribeiro é um dos reforços do futsal alvinegro para a exigente época que se avizinha.

O ala/fixo de 25 anos vem do Albufeira Futsal e vai viver a sua primeira experiência na Liga Sportzone.

Vamos conhecer então uma das caras novas da equipa liderada por Pedro Moreira

Diário de um Portimonense: Bem-vindo a Portimão Kennedy!Apresenta-te aos adeptos do Portimonense. Quais são as tuas características como jogador?

Kennedy: Chamo-me Kennedy, tenho 25 anos, sou de São Paulo/Brasil e jogo na função de Ala ou Fixo. A minha principal característica é o passe mas me aventuro com alguns dribles.

Diário: No Brasil tens passagens pelo Osasco, Barueri e Pitanga. Como nasceu o teu interesse pela modalidade e como foi o teu percurso em solo brasileiro?

Kennedy: Os clubes por onde passei foram, São Paulo 2009 a 2011, Barueri 2012 a 2013, Corinthians 2014, Osasco 2015 a 2016, Barueri 2017, Pitanga 2017 e Albufeira época 2018/2019, cito todos pois cada um faz parte da minha formação.



O meu interesse pelo futsal começou ao nascer, o meu pai diz que quando "neném" dormia agarrado a uma bola e desde que comecei a andar andava sempre atrás dela e isso segue até hoje. É algo que faz parte de mim e não vivo sem ela. O meu percurso no Brasil creio que foi vitorioso pois por todos os clubes que passei disputei finais.

Diário: Vens para Portugal para jogar no Albufeira Futsal no ano passado. Como foi a adaptação ao futsal português e que diferenças encontraste entre os dois países?

Kennedy: Falando sobre o futsal em Portugal, a adaptação foi rápida pois tenho amigos que jogam aqui e me falaram como é e assim já cheguei meio que preparado. A diferença entre o futsal de Portugal e o Brasil é o ritmo do jogo, aqui em Portugal a intensidade é maior, mas em questão técnica são muitos parecidos.


Diário: Quando nasceu o interesse do Portimonense para representantes o clube na Liga Sportzone, como reagiste? Preparado para este desafio?

Kennedy: A minha relação com o Portimonense começou antes da subida, digo que sou pé quente, pois tive uma conversa com o Mister Pedro Moreira na semana antes do último jogo e independente do que viria a acontecer iria representar o Portimonense na época 2019/2020.

Então passei o sábado na torcida e agora estamos na Liga Sportzone.

Se estou preparado para a liga Sportzone ? Acho que todo o atleta se prepara para jogar na principal liga e eu estou ansioso para que comece!

Diário: Por fim, uma mensagem para os adeptos alvinegros que acompanham religiosamente o dia a dia do Portimonense 

Kennedy: Aos adeptos do Portimonense o que posso prometer é que irei dar o máximo para representá-los da melhor maneira possível!

domingo, julho 07, 2019

André Rochato renova contrato



O nosso "tanque" renovou e está preparado para aterrorizar na Liga Sportzone.

André Rochato em discurso directo no Diário de um Portimonense

"Fico muito contente por poder representar o clube da minha cidade no expoente máximo do futsal nacional. É algo gratificante e acima de tudo merecido.

Para os adeptos: Podem contar com o mesmo jogador, aguerrido, a dar tudo na quadra e á procura sempre do golo para poder ajudar a equipa a vencer.

Abraço a todos"

Com a prata da casa, a confiança é máxima numa excelente temporada 💪

quinta-feira, fevereiro 24, 2011

CARLOS HENRIQUES: "TEMOS DE ENCARAR ESTE JOGO COMO O MAIS IMPORTANTE DA ÉPOCA"

A pouco mais de 24 horas do jogo decisivo frente ao Odivelas, o "Portimonense 1914" fala com o guarda redes dos Juniores, Carlos Henriques. O Portimonense está a poucas horas de entrar em campo para disputar um jogo que decidirá o futuro desta equipa.

O guardião chama a si a responsabilidade de manter as redes invioláveis. Se tal fôr conseguido, o Portimonense garante desde logo a passagem à última fase da competição de Juniores: a presença na poule final.

Como tem decorrido esta semana de treinos?
Bem, até ao momento, descansámos na 2ª feira e sentimo-nos frescos e preparados para nos concentrarmos no jogo de Sábado.

O bom resultado que trouxeram de Odivelas (vitória por 2-1) poderá conduzir a um excesso de confiança que por vezes se torna prejudicial?
É um bom resultado mas nada está decidido ainda, estamos a 90 minutos de alcançar o nosso objectivo, sabemos que vai ser um jogo dificil e que por isso temos de encarar este jogo como o mais importante da época, com seriedade e humildade para darmos 100% de nós.

Em Odivelas jogaram quase toda a 2ª parte com menos um elemento. Mesmo assim o Portimonense conseguiu controlar o jogo e não houve nenhuma situação de golo eminente. Como viveste o jogo a partir da baliza? Contribuíste também para os acertos defensivos?
Foi um jogo bem conseguido da nossa parte. Sabiamos o que tinhamos a fazer perante aquela situação e as coisas saíram-nos bem. O facto do campo ser bastante reduzido obrigou-nos a uma concentração máxima o que nos permitiu não fazer nenhum erro que nos pudesse comprometer o resultado positivo, o trabalho foi de entreajuda e união, da equipa toda, é sempre importante a comunicação vinda de trás, do guarda-redes, mas não podemos ser nós os unicos a falar, a equipa tem que falar entre si e neste jogo isso nao faltou, comunicação, que é o que é preciso nos momentos de maior pressão do adversário como nós tivemos depois de termos marcado o 2º golo, foi um trabalho COLECTIVO.

Qual era o ambiente no autocarro no regresso a Portimão?
Era um ambiente de satisfação, claro, de dever cumprido, mas também com a cabeça no devido lugar, sempre com a noção que apesar de ser um resultado bastante positivo ainda temos 90 minutos pela frente.

O encontro da 2ª mão vai ser disputado no 2 Irmãos, em relva natural. Preferes este piso, ou o sintético?
Prefiro relva natural, sem dúvida. Penso que a equipa joga um futebol mais eficaz e atractivo neste piso, quando em boas condições.

A ausência do Simi poderá condicionar o jogo do Portimonense? Ou as alternativas vão funcionar?
Penso que não vai condicionar. É uma ajuda que chegou em boa altura, é verdade, mas ele ainda só fez dois jogos com a nossa equipa e até esses dois jogos nós conseguimos vencer muitos mais contra adversários também complicados (como o Atlético que vencemos 2-1 em casa) e isso mostra que as alternativas são fiavéis. Confiamos a 100% em quem jogar e isso é que importa, nós temos a noção de que quem entrar para o lugar do Simi vai dar o seu melhor em prol da equipa.

Assumiram o objectivo de subir à 1ª Divisão? Ou esse é apenas um sonho?
É sempre um sonho, mas é um objectivo que nos esforçamos por cumprir. Por esta altura, mal seria se não assumíssemos a subida. É o que queremos, pensando jogo a jogo. Para lá chegarmos temos que ultrapassar primeiro o Odivelas, depois de passarmos à 2ª fase, focamo-nos na subida.

Gostavas de contar com o apoio dos adeptos do Portimonense este Sábado às 15 horas?
Claro, é bastante importante sentirmos o apoio dos adeptos, dá-nos ânimo ver as bancadas cheias, e a passagem á 2ª fase deve ser motivo de orgulho não só para o clube mas também para a cidade e penso que os adeptos também deveriam ver dessa forma este jogo e todos os outros que nós esperamos realizar esta época.

Reforçamos o convite aos leitores do Portimonense 1914: vamos comparecer em peso este Sábado às 15 horas no Estádio Dois Irmãos para levar os Juniores do Portimonense à fase de subida!

sábado, fevereiro 19, 2011

BRUNO PACHECO: "COM FORÇA DE VONTADE CONSEGUIREMOS TUDO O QUE QUEREMOS"

Bruno Pacheco é o convidado do "Portimonense 1914" para uma abordagem ao playoff decisivo que afastará Portimonense ou Odivelas da fase final que dá acesso à promoção. As equipas defrontam-se em duas mãos que têm início já este Sábado em Odivelas (pontapé de saída às 15 horas). O lateral esquerdo da equipa junior, alegadamente referenciado pelo Real Madrid (Bruno Pacheco não entra em pormenores sobre o tema), leva-nos ao interior do balneário e lança o convite o todos os adeptos: compareçam e apoiem a equipa!

Como está a moral da equipa para o jogo em Odivelas?

A moral da equipa está muito positiva! Continuamos a trabalhar como sempre trabalhamos e acredito que vamos ganhar ao Odivelas.

Sentes algum tipo de nervosismo na equipa para este play off decisivo?

Não. Estamos muito confiantes no nosso trabalho. Temos de encarar este jogo como fosse um do campeonato, porque fizémos um bom trabalho ao longo da 1ºfase e nestes 2 jogos ainda queremos superar.

Como está a ser preparado o jogo? Houve alguma mudança por se tratar de um play off?

Sabemos que é um jogo importante mas não podemos mudar a nossa forma de jogar de um dia para o outro, só por causa de um jogo. A forma como temos trabalhado tem funcionado e vamos continuar, muito motivados e com treinos de qualidade.

Como vai ser o vosso dia? Viajam Odivelas no dia do jogo?

Com muita pena nossa não vamos um dia antes para Lisboa. Poderíamos descansar melhor para o jogo. Como não é possivel, vamos no Sábado de manhã por volta das 8h, chegamos a Lisboa por volta das 12h e vamos almoçar ao famoso "STOP". Depois do almoço vamos para o campo concentrados unicamente em ganhar!!!

Após um excelente início de época, o Portimonense teve uma quebra que custou o apuramento directo. O que falhou, na tua opinião?

Tivemos um bom início de época mas depois comecou a haver escassez nos golos e esse foi o nosso grande problema porque a nível exibicional penso que fomos mais ou menos constantes nas exibições. Só mesmo a falta de golos é que nos prejudicou em muitos jogos porque talento e qualidade existe na equipa. Outro factor é a união, e precisamos disso , não apenas na equipa (onde há muita!) como também no acompanhamento dos adeptos. Dou o exemplo da equipa da subida há 2 anos, diziam que nao tínhamos tanto talento e qualidade na equipa, mas duas coisas destacaram-se: a UNIÃO E O ESFORÇO. Com essas duas coisas chegámos onde sempre sonhámos (1ª divisão). Com força de vontade conseguiremos tudo o que queremos.

Já têm informações sobre o adversário que vão ter de enfrentar?

Sim, algumas (as essenciais). Eles este ano estavam noutra série e torna-se impossível acompanhar todas as equipas da região de Lisboa ao pormenor. Por outro lado creio que também eles não conhecem tudo sobre os nossos pontos fortes.

Os Juniores passaram a jogar (e treinar) no sintético do Major David Neto. Esta alteração na rotina ajudou? Ou prejudicou?

Penso que prejudicou um bocado porque todos estavamos habituados a trabalhar em relva natural. Agora já nos sentidos mais confortáveis no sintético. Quem viu os nossos jogos na relva, percebeu jogávamos muito melhor do que no sintetico. Mas é o que temos e tem de ser assim. Lutamos sempre para ganhar independentemente do piso.

Queres comentar o alegado interesse do Real Madrid? É verdade que vais ter a possibilidade de te mostrares? Quando é que isso vai acontecer?

Sobre isso não tenho nada a dizer. Já vi as noticias nos jornais mas não sei de nada, por isso não posso dizer muito. Mas claro que é um factor de motivação.

Gostavas que os adeptos da Região de Lisboa comparecessem para prestarem apoio à equipa?

Sim, claro! O apoio é sempre muito importante e para nós é muito motivador quando temos muitas pessoas a ver os jogos. Tentamos retribuir e agradecer a quem "perdeu" um fim de semana para ver o nosso jogo. Por isso gostava de apelar às pessoas da Região de Lisboa que gostam do Portimonense Sporting Clube (ou que simplesmente gostam de bom futebol) para nos apoiarem este Sábado contra o Odivelas. Às 15 horas lá estaremos a entrar em campo com a nossa camisola!

sábado, janeiro 29, 2011

HELDER CRISTÓVÃO: "ACEITEI POR ACREDITAR"

Sem futebol oficial para animar as hostes, os jornais desportivos lançam-se nas entrevistas. O jornal "O Jogo Online" apresenta-nos hoje uma entrevista com Hélder Cristóvão, técnico adjunto do Portimonense, antigo internacional português e jogador, entre outros, do Benfica. Principal tema em destaque: o Portimonense.

Hélder Cristóvão abraçou este novo desafio, no Algarve, em nome da amizade a Carlos Azenha e porque o bichinho pelo futebol nunca morre.

Foi treinador principal do Estoril na época passada. Deu um passo atrás ao passar para adjunto?

Não há passos atrás. A carreira é uma aprendizagem constante e estar com o Carlos [Azenha] - um amigo de longa data - é sempre entusiasmante. Conhece o futebol de cima a baixo e viveu experiências fantásticas como adjunto. Só tenho de estar grato e agarrar a oportunidade.

Litos contratou João Bastos para adjunto e pouco tempo depois entrou um novo treinador e o Hélder… Há alguma fricção na equipa técnica?

Não há qualquer problema. Somos todos profissionais e a equipa técnica não vive só de dois elementos. Quem lidera distribui as funções e a partir daí é tudo muito mais fácil.

Na altura da saída de Litos falou-se que o balneário estava muito fragmentado. Em que estado psicológico encontrou o plantel?

Quando não se ganha é normal encontrar os jogadores cabisbaixos. Não me compete falar de outros tempos, mas reconheço que a equipa revela uma certa dinâmica.

Mas os resultados continuam a não acompanhar...

A nossa entrada também ainda não trouxe os resultados que desejaríamos, mas estamos a trabalhar bem e os processos estão a ser muito bem assimilados e de forma rápida. Temos é que conseguir ganhar...

Acredita na manutenção?

Uma das coisas que falámos - eu e o Carlos - era que se não acreditássemos, não aceitaríamos o trabalho. Estamos habituados a ganhar e queremos passar esta fase.

O Portimonense tem sido conotado com o FC Porto nos últimos anos. O Hélder, por outro lado sempre esteve ligado ao Benfica. Isto tem algum peso?

Podemos pertencer ao FC Porto, Académica, Benfica, ou a qualquer clube do mundo, porque o que vai sempre rotular é a competência, o resto não interessa. O plantel tem vários jogadores do FC Porto porque se calhar foi o clube que se mostrou mais disponível para ajudar. Temos contactado com vários clubes e ninguém nos marcou uma posição de estarmos a trabalhar apenas com um clube específico.

sexta-feira, janeiro 28, 2011

ENTREVISTA COM CARLOS AZENHA (VÍDEO)

As ideias do novo técnico do Portimonense e a análise ao comportamento da equipa. Carlos Azenha queixa-se também de alguma falta de sorte que tem acompanhado o Portimonense, referindo-se em especial ao empate frente à Naval.

Neste trabalho é impossível não deixar de reparar no péssimo estado do relvado do 2 Irmãos, agora usado em exclusivo pela equipa sénior.

quinta-feira, janeiro 27, 2011

DUÍLIO: "O PORTIMONENSE FICOU MARCADO NO MEU CORAÇÃO"

Nascido a 13 de Março de 1957, Duílio foi um dos defesas centrais mais marcantes na história recente do Portimonense. De lamentar apenas a chegada em final de carreira que, ainda assim, não deixou de acrescentar qualidade e experiência aos alvinegros entre 1992 e 1995. Sim, já passaram cerca de 16 anos desde que pisou os relvados pela última vez. Onde? Em Portimão.

Portimonense 1914: Duílio é filho de um futebolista histórico do Coritiba. Apresente-nos o seu pai.

Duílio:
Meu pai foi um dos maiores artilheiros de futebol do Paraná (202 golos - 58º de sempre no Brasil), começou jogando pelo Operario de Ponta Grossa, depois se transferiu para Curitiba, aonde foi jogar pelo Coritiba F.C. onde pelo seu potente chute foi chamado de canhão do Alto da Glória, bairro onde fica o estádio do Coritiba, depois foi jogar na equipe do extinto clube chamado Água Verde, aonde encerrou a carreira de jogador.

P1914: Como é que o filho de um avançado consagrado se torna defesa? Foi sua opção?

D:
Sim, foi minha opção, fui fazer um teste na equipe na época chamada Dente de Leite do Coritiba e me perguntaram se sabia defender, comecei ali a jogar de zagueiro central.

P1914: O futebol na altura em que jogava era mais duro? Para "homens de barba rija"?

D:
Era mais leal, tinha menos marketing em cima dos atletas, mas não éramos santinhos não, havia mais classe e menos correria, havia mais respeito dentro de campo entre os jogadores.

P1914: A sua carreira de futebolista profissional poderia ser dividida em duas fases: o percurso sempre ascendente no Brasil e a vinda para Portugal. Comecemos pelo Brasil: que clubes representou e que títulos conquistou?

D:
No Brasil joguei pelo Coritiba F.C. onde fui hexa-campeão,depois Bi-campeão paranaense - Portuguesa de Desportos, Campeão do Torneio de Verão em São Paulo, América F.C. Campeão dos Campeões, e Fluminense F.C. onde fui bi-campeão carioca, Campeão da Taça Guanabara e Campeão Brasileiro.

P1914: No Fluminense partilhou o eixo da defesa com Ricardo Gomes que posteriormente rumou ao Benfica. Era uma defesa de “betão”…!!!

D:
Sim era uma dupla de zagueiros muito difícil de ser ultrapassada...

P1914: Ao contrário do Ricardo Gomes, o Duílio não teve sucesso na selecção brasileira. O que faltou?

D:
Eu fui convocado para a Seleção em 1979 aonde joguei dois amistosos, quando jogava pelo Coritiba F.C. depois a política da boa vizinhança fez que eu não fosse convocado, Política e futebol não deviam se misturar.

P1914: Como se dá a mudança para Portugal, para o Sporting? Quem foram as pessoas responsáveis pela contratação?

D:
Houve o interesse do Sporting, e o empresário Joaquim Oliveira veio e foi feita a transação e assim fui comprado pelo Sporting ao Fluminense.

P1914: O que recorda dos 3 anos com a camisola do Sporting? Dizia-se que havia qualidade na equipa mas os títulos demoravam a aparecer…

D:
Tinha sim, muita qualidade, mas faltava algo para que os títulos surgissem e ganhamos apenas uma Taça Candido de Oliveira, até hoje me pergunto o que ficou faltando...

P1914: Curiosamente é no “vizinho” Estrela da Amadora que ergue uma Taça de Portugal, em 1990.

D:
Sim, uma grande equipe de um clube que pelas noticias que temos vai desaparecer, mas o Mister João Alves montou um grande time de futebol com o Barny, Paulo Bento, Ricky, Abel Xavier, Basaúla, entre outros.

P1914: O Estrela da Amadora só ganhou na Finalíssima. E derrotou uma equipa Algarvia que jogava na 2ª divisão: o Farense. Foi uma final difícil?

D:
Foi sim, no primeiro jogo menosprezamos a equipe algarvia e quase perdemos, mas no segundo jogo mais humildes conseguimos ganhar, o Farense apesar de jogar na 2ª divisão tinha uma grande equipe e deu-nos muito trabalho.

P1914: O Duílio esteve em Portimão entre 1992 e 1995. Que recordações tem das pessoas com quem jogou?

D:
Boas recordações, desde o Mister Amílcar, o guarda-redes Mendes, o Skoda e muitos outros, o Torres o bom gigante que foi nosso treinador, o Presidente Manoel João e tantas outras pessoas que marcaram essa trajetória nessas épocas.

P1914: Quais as diferenças nos métodos e condições de treinos de um grande como o Sporting e o Portimonense, na altura?

D:
O Portimonense sempre foi grande, as diferenças ficam pelas pessoas que passam e fazem historia no clube, pelo melhor e pelo pior.

P1914: O que destacaria pela positiva da cidade? E pela negativa?

D:
Portimão só me traz boas recordações, as pessoas e os amigos que deixei me trazem saudades.

P1914: Qual foi o melhor momento que viveu com a camisola do nosso Portimonense? E o Pior?

D:
Quando subimos para a Honra e depois quando descemos, doeu.

P1914: Recordo-me de o ver a jogar como “trinco” (à frente da defesa). Como surgiu esta adaptação?

D:
O Torres conversou comigo e pediu para que eu fizesse essa função e eu colaborei com ele. Correu bem, não? Assim até fiquei mais perto da baliza para aplicar o remate de fora da área.

P1914: O facto de ter sido no Portimonense que encerrou a sua carreira profissional, torna este clube marcante e especial para si?

D:
Muito, o Portimonense ficou marcado no meu coração.

P1914: Gostaria de representar o Portimonense novamente, naturalmente noutras funções?

D:
Com certeza, hoje seguimos a carreira de treinador e ficaria feliz se um dia recebesse um convite para voltar a Portimão.

terça-feira, janeiro 25, 2011

DUÍLIO - ENTREVISTA "PORTIMONENSE 1914"

O defesa central Duílio (Duílio Dias Júnior), histórico do Coritiba, Fluminense e Sporting, vai dar uma entrevista exclusiva ao "Portimonense 1914".

Vários anos de futebol serão passados em revista, com especial destaque para o período entre 1992 e 1995, quando envergou a camisola do nosso Portimonense já em fase final de carreira, onde não deixou de ser titular.

Este trabalho será apresentado nos próximos dias.

terça-feira, janeiro 11, 2011

ABELHA EM ENTREVISTA: VOOU DE NORTE A SUL PELAS DIVISÕES SECUNDÁRIAS

Já há mais de 30 anos que o Portimonense não tira o devido proveito dos jovens provenientes da formação (não é um problema exclusivamente deste tempo). No início dos anos 80 o Torralta lutava de igual para igual com os melhores clubes nacionais e esteve a um golo de disputar a final do campeonato nacional de Juniores, competindo com Benfica e Sporting.

Na baliza dessa super-equipa de formação estava... Abelha! Chegado ao Portimonense (com a anexação do Torralta), Abelha nunca chegou a voar e apenas surge nos registos da temporada 88/89. Mas tem imensas histórias para contar que reservámos para esta entrevista com um homem de Portimão, antigo guarda redes profissional, actualmente a residir no Alentejo.


PORTIMONENSE 1914: Em primeiro lugar desfaz-nos o mito: porquê Abelha? (Fernando Manuel de Sousa Zeverino)

ABELHA: A alcunha de Abelha surgiu de brincadeiras de criança, não sei muito bem a origem, mas os padrinhos foram o João Albino (do Poço Seco) e o Antonio Pacheco (que jogou no Portimonense).

PORTIMONENSE 1914: Qual foi o teu trajecto, das camadas jovens ao final da carreira?

ABELHA: Foi longo! Poucos o sabem de cor. Aí vai:
79/80-Torralta------------ini.
80/81-Torralta------------ini.(Campeão Distrital)
81/82-Torralta------------juv.(Campeão Distrital)
82/83-Torralta------------juv.(Campeão Distrital e meia final do nacional)
83/84-Torralta------------jun.(Fase final do nacional de juniores)
84/85-Torralta------------II
85/86-Torralta------------II
86/87-Torralta------------III
87/88-Torralta------------III
88/89-Portimonense--------I
89/90-Vianense------------II
90/91-Desportivo Aves-----II H.
91/92-Sourense------------III
92/93-Vianense------------II
93/94-Castrense-----------III
94/95-Castrense-----------III
95/96-Castrense-----------III
96/97-Castrense-----------III
97/98-Castrense-----------III
98/99-Castrense-----------III
99/00-Desportivo Beja-----III
00/01-Castrense-----------III
01/02-Entradense----------Dist.
02/03-Piense--------------Dist.
02/03-Moura---------------Dist.(Campeão Distrital e Vencedor da taça do distrito)
03/04-Vasco Gama Sines----III (Subida a 2º Divisão nacional)----------
04/05-Castrense-----------Dist. (Campeão Distrital e Vencedor da taça do distrito)

PORTIMONENSE 1914: Muitos dos nossos leitores não conheceram a Torralta enquanto clube. Fala-nos desta equipa. Que nomes passaram pela Torralta? O clube atingiu notoriedade? Poderia ser visto como um segundo clube de Portimão?

ABELHA: A Torralta foi uma das melhores escolas de jogadores de Portugal, das primeiras equipas a apostar a sério na formação.
Nas equipas de formação fomos sempre campeões distritais e lutávamos com as equipa grandes de igual para igual, chegámos nos juvenis a disputar a meia final do nacional de juniores onde perdemos por um a zero com o Benfica no Estádio Alfredo da Silva no Barreiro, Benfica que depois na final derrotou o Porto e sagrou-se campeão nacional.
Nos seniores fomos campeões distritais, subimos à 3º divisão e no ano seguinte à 2º divisão nacional onde nos mantivemos uma época. Acabámos por descer na época de 1985/86 pela diferença de um golo pois penso que ganhamos ao Barreirense em casa por 1-0 e perdemos no Barreiro por 3-1.
Pela Torralta passaram muitos e bons jogadores com quem tive o prazer de jogar e de criar laços de amizade que ainda hoje mantenho apesar de não os ver há muitos anos, posso falar de jogadores como Augusto Matine (jogou no Benfica ), Norberto (Marítimo), Joaquim Rocha (Sporting), Sabu (V.Setúbal), Narçiso (V.Setubal), Sota (Portimonense), Lécas (Portimonense), Zé Tó (Portimonense), Antonio Luís (Portimonense), Antonio Pacheco (Portimonense, Benfica, Sporting), Rui Manuel (Portimonense, Porto), Nando (V.Setubal, Rio Ave), Fonseca (Benfica, Estrela da Amadora), Seca (Campomaiorense), Careca (Espinho) Vado (Portimonense, Marítimo), Décio (Portimonense), Alfredo Barrocal (Farense). E muitos mais que agora de memória não me lembro mas não posso deixar de me referir às pessoas que estavam por detrás dessa equipa o Mister Palma, Sr. Daniel, Sr. Barrocal e o Presidente o Sr António Silva entre outros, pessoas que naquela época viam o futebol muito à frente do seu tempo.

PORTIMONENSE 1914: A Torralta era exemplar na formação. É verdade que, nos Juniores (no início dos anos 80), chegaram a lutar por um título nacional contra Benfica e Sporting?

ABELHA: Na época de 1983/84 disputámos a fase final do nacional de juniores. Depois de termos empatado no Estádio da Luz com o Benfica 2-2, empatado os dois jogos com o Sporting em Alvalade e no Dois Irmãos, ganho os dois jogos com o Marinhense e salvo erro ao Naval os dois jogos acabamos por ser eliminados por perdermos com o Benfica no Dois Irmãos por 0-1. E falhámos um golo em cima da linha de baliza com o jogo a acabar... o empate dava-nos a final. Nesse jogo não pudémos utilizar alguns dos nossos melhores jogadores porque já eram titulares dos seniores que estavam a disputar a subida à 2º divisão nacional.

PORTIMONENSE 1914: Ainda és do tempo em que os guarda redes podiam agarrar bolas atrasadas pelos defesas…

ABELHA: Sou, antigamente os guardas redes eram escolhidos para a baliza porque geralmente não tinham grande habilidade a jogar com os pés com a alteração da lei os guarda redes começaram a ser atletas mais completos, eu penso que ultrapassei facilmente essa fase porque jogava relativamente bem com os pés e com a cabeça.

PORTIMONENSE 1914: Como viveram a fase da anexação ao Portimonense?

ABELHA: Era para ter assinado pelo Portimonense uma época antes. Mas porque tinha de ir cumprir o serviço militar não integrei a equipa imediatamente. Assinei contrato com o Portimonense ainda estava na tropa com o saudoso Sr Mira Pacheco depois é que se deu essa anexação com a Torralta por isso eu não estive envolvido nos jogadores que vieram nesse acordo.

PORTIMONENSE 1914: Para ti, terá sido uma enorme oportunidade para te afirmares. No entanto chegaste ao Portimonense e encontraste concorrência de peso…

ABELHA: Pois era, no inicio estava eu o Figueiredo e o Gonçalo depois com o empréstimo do Sergio pelo Sporting o Gonçalo saiu e eu fiquei como terceiro guarda redes. Mesmo sem jogar penso que foi o ano que mais evoluí pois treinar todos os dias com aqueles jogadores que o Portimonense tinha nessa época obrigava-me a melhorar.

PORTIMONENSE 1914: O que te recordas desse plantel 88/89? Alguma história até hoje desconhecida que possas partilhar?

ABELHA: A primeira recordação foi ter abalado para estágio para Troia no dia dos meus anos. Depois foi ser colega de equipa de alguns jogadores que eu estava habituado a ver na televisão e nas colecções de cromos.
Uma das situações que mais me custou nessa época foi a saída do Mister Cajuda depois da vitoria sobre o Braga e ver alguns jogadores com nome feito no futebol a chorarem no balneário com a saída do mister.
Houve também a história do Mister Cajuda a dar moral ao Sérgio que naquela altura estava a suplente mas que o mister nas palestras dizia que era o melhor de Portugal, quando o Sérgio lhe perguntou se era o melhor de Portugal porque é que não jogava ao que o Mister respondeu que não jogava porque o Figueiredo era o melhor da Europa.
E também tive a oportunidade de trabalhar com um dos grandes senhores do futebol português o senhor José Torres, grande treinador e acima de tudo um ser humano extraordinário a quem os responsáveis pelo nosso desporto ainda não prestaram a justa e merecida homenagem.

PORTIMONENSE 1914: Na tua opinião o Portimonense chegou a tirar o devido proveito dessa integração de toda a estrutura da Torralta?

ABELHA: Acho que praticamente não tirou nada de especial, penso que tirando a ida do Vado e utilização do Estádio Dois Irmãos não me apercebi de mais nada.

PORTIMONENSE 1914: Seguiram-se Vianense e Desportivo das Aves. Como foi a tua aventura pelo Norte do País?

ABELHA: Fui para o Vianense emprestado pelo Portimonense com o qual tinha um contrato de três anos para ter a hipótese de jogar mais o que veio a acontecer pois tirando o inicio onde a adaptação ao tipo de futebol mais agressivo que lá se pratica em relação ao que eu estava habituado fui jogando sempre e fiz uma época boa ao ponto de ter assinado pelo Desportivo das Aves no primeiro ano da divisão de honra, para isso tive de rescindir o ultimo ano de contrato com o Portimonense.
Quando cheguei ao Aves na pré época disputamos a liguilha de acesso à primeira divisão onde a 1º do fim estávamos na primeira então o União da Madeira fez o golo que lhe deu a subida.
No Aves já não fui tão feliz pois tive a única lesão grave da minha carreira pois parti o dedo da mão num treino na semana que ia ser titular e depois o Carlos Alberto agarrou bem o lugar e quando voltei já não tive hipótese de jogar.
Nesta minha passagem pelo norte fiquei marcado nas duas épocas que lá joguei pela beleza exterior da cidade de Viana do Castelo e interior das suas pessoas.

PORTIMONENSE 1914: Em 93/94 chegas ao Alentejo… e continuas. O que te fez ficar tanto tempo?

ABELHA: A mesma razão que ainda hoje me mantém cá, a minha Ana.

PORTIMONENSE 1914: É verdade que jogaste até aos 40 anos???

ABELHA: Quase, faltavam poucos meses para fazer 40 e como tinha dito que queria acabar a minha carreira no Castrense e fizemos a dobradinha aproveitei e acabei a carreira.

PORTIMONENSE 1914: Continuas ligado ao mundo do futebol?

ABELHA: Sim actualmente sou responsável pelo treino de guarda redes do Sport Club Odemirense. Faço parte da equipa técnica chefiada pelo Mister Piteira, Abel e Manuel treinadores adjuntos.
Carreira de Treinador:
05/06 Castrense (Iniciados)
06/07 Castrense (Treinador Adj.)
07/08 Desp.Beja (Treinador de Gr)
08/09 Entradense (Juvenis)
09/10 Entradense (Seniores)
10/11 Odemirense (Treinador de Gr)


PORTIMONENSE 1914: Ainda acompanhas os jogos do Portimonense?

ABELHA: Sempre, no estádio não porque estou um bocado longe, costume acompanhar mais pela televisão, pelos jornais, pelo vosso blog e pela minha filha Nadine que também me vai dando noticias pois acompanha muito o Portimonense.

PORTIMONENSE 1914:
Uma mensagem final aos nossos adeptos e equipa...

ABELHA:
A mensagem que deixo aos adeptos é que continuem a apoiar a equipa nesta fase difícil que o nosso Portimonense está a atravessar no campeonato pois penso que esta época pode ser uma das mais importantes da nossa historia, todos somos poucos para ajudar e só assim e que o Portimonense evitará cair na 2º liga.
À equipa é que só com muito trabalho, dedicação e entrega é que se consegue ultrapassar os momentos maus, pois do que tenho visto temos qualidade para nos mantermos.

Também gostava de mandar um abraço ao meu grande amigo de infância Cruyff que deve estar a sofrer como poucos pela situação que o Portimonense esta a passar.

FORÇA PORTIMONENSE!

Abelha no Facebook

quinta-feira, dezembro 16, 2010

EDMUNDO VIEIRA (D´ZRT) QUER VER PORTIMONENSE NA PRIMEIRA LIGA

Os sonhos devem ser concretizados. Edmundo Vieira tem 27 anos e saíu de Portimão para triunfar na boys band mais bem sucedida da história da música nacional: Os D´ZRT.

Antigo jogador na formação do Portimonense (ainda que por pouco tempo) natural de Portimão, acredita que o nosso clube pode chegar onde deseja, apesar das circunstâncias difíceis.

Trabalho e dedicação são recomendações de quem sabe o que é viajar quilómetros, treinar "em laboratório" e conviver em grupo para que o resultado final seja perfeito: tal como o que se pretende para o Portimonense.

PORTIMONENSE 1914:
Jogaste futebol no Portimonense. Em que escalões?
EDMUNDO VIEIRA: Joguei toda a minha infância no Parchalense. No Portimonense joguei nos juniores, e apenas meia época. Porque entretanto em Janeiro tive a oportunidade de entrar na Operação Triunfo, e não deu para continuar a época.

P1914: Que pessoas recordas no teu percurso como jogador de formação?
E.V.: Fiz muitos amigos no futebol. Tive sempre a sorte de encontrar grupos fantásticos.
Recordo o meu treinador de toda a infância, ele era como um segundo pai. Trago vários amigos desse tempo com quem vou mantendo contacto.
Já no Portimonense, trago carinho pelo mister, na altura era o pai do Joao Moutinho. Gostei imenso de jogar ao lado do irmão do João, o Nelson, sempre a comandar o meio campo. Do nosso goleador de serviço, o João Pedro, e do João Paulo. Eles eram a inspiração da equipa.

P1914: Perdeu-se um bom jogador? Ou nunca pensaste no futebol para o teu futuro profissional?
E.V.: Cresci muito mais rápido na música do que no futebol.
Penso que se tivesse a capacidade de desenvolver o futebol que jogo hoje em dia enquanto era mais novo, poderia ter vindo a ser um razoável jogador de futebol.

P1914: O que apareceu primeiro na tua vida: o futebol ou a música?
E.V.: Penso que foram ambas.
Comecei a jogar a bola nos infantis, no futebol de 5 no Parchalense.
Na música, comecei aos 4 anos a dar os primeiros passos. Mas considero que comecei o meu caminho musical aos 8 anos.

P1914: Como viveste a subida do Portimonense à 1ª Divisão?
E.V.: Fiquei extremamente contente e orgulhoso por ver um clube da minha terra, alcançar o escalão máximo do futebol nacional. Deve ser um orgulho para todo o Barlavento Algarvio.

P1914: Tens acompanhado esta época menos positiva? Que comentários fazes ao actual momento do clube?
E.V.: Não acompanho tanto quanto gostaria, devido aos meus compromissos profissionais.
Mas nunca é fácil para uma equipa chegar ao mais alto patamar do escalão nacional de futebol, e fazer frente as equipas que já tem um forte historial nesse escalão. Porém, tenho esperança que os nossos guerreiros consigam chegar ao final da época com dignidade e que consigam dar a alegria aos adeptos que estes tanto anseiam. São objectivos árduos, mas com trabalho e dedicação, irão conseguir.

P1914: A tua carreira profissional trouxe-te até Lisboa. Ainda visitas Portimão com regularidade?
E.V.: Sempre que posso fujo de Lisboa.
Tenho imensas saudades da minha terra, e sonho um dia voltar para usufruir da qualidade de vida e estar mais perto da minha família e dos meus amigos de infância.
Mas para já ainda tenho muito trabalho pla frente para desenvolver. Enquanto assim tiver de ser, vou ter de me manter por Lisboa.

P1914: Há muitos adeptos do Portimonense, como tu, que saíram da cidade para vencerem nas suas profissões. Tens encontrado muito "Portimão" por esse país fora?
E.V.: Curiosamente, tenho vindo a conferir que de facto o mundo é pequeno. Entao volta e meia lá encontro alguém da minha terra, ou que já tenha por lá passado.

P1914: Uma mensagem final aos adeptos e staff do nosso Portimonense.
E.V.: Acreditem em vocês próprios. Tiveram a capacidade, valor e o mérito para chegar ate aqui, continuem com a mesma ambição e não se encolham com o preconceito de serem pequenos. Vocês são grandes. Acreditem nos vossos sonhos, e vão ver que vão conseguir.

Da nossa parte, um agradecimento ao Edmundo pela colaboração no "Portimonense 1914" e pela forma disponível como se apresentou a este espaço, por representar a sua cidade de Portimão.

quarta-feira, novembro 10, 2010

NO DRAGÃO PARA VENCER - FERNANDO ROCHA ESTEVE NO "PORTIMONENSE 1914 COMPACTO"

Como antigo dirigente do FC Porto, como encara Fernando Rocha a deslocação do Portimonense ao Estádio do Dragão? Vai existir algum facilitismo para com este clube que tem cedido vários atletas a custo zero ao Portimonense?

O Presidente Fernando Rocha foi o principal convidado no "Portimonense 1914 Compacto" na ALVOR FM. Nos dias que antecedem a deslocação ao Dragão afastámos os fantasmas sobre a ligação do Portimonense ao FC Porto e provámos que a nossa equipa entrará em campo para vencer, sabendo de antemão que este será provavelmente um dos jogos mais difíceis da época.

Os recentes maus resultados fazem-no perder confiança na equipa técnica? Há clubes interessados em jogadores do Portimonense para reforçarem os seus plantéis em Janeiro? Estas e outras questões tiveram resposta na ALVOR FM.

No "Portimonense 1914 Compacto" analisámos (ao pormenor) o empate frente à Académica e lançámos os próximos dois compromissos frente ao Desportivo das Aves e FC Porto.

Também falámos dos Juniores, promovemos a excursão dos Bianconero ao Porto (Fernando Rocha fez questão de destacar e agradecer o apoio incondicional do grupo) apresentámos as principais notícias da semana e demos a conhecer a agenda desportiva dos próximos dias.

A apresentação foi de Júlio Ferreira (na imagem) com os comentários do Nuno Pacheco e do Rúben, autores do "Portimonense 1914".

sexta-feira, setembro 17, 2010

A PREPARAÇÃO DO DERBIE NA PERSPECTIVA DOS BIANCONERO

A poucas horas do pontapé de saída para o jogo grande da semana (para qualquer algarvio) eis a antevisão dos Bianconero em entrevista ao site "Claques de Portugal". Da mobilização de adeptos ao ambiente que será criado nas bancadas, esta é a perspectiva da claque do nosso clube, a quem desejamos uma óptima viagem até Olhão!

Embora os jogos que opõem o Olhanense ao Portimonense tenham acontecido com alguma regularidade nos últimos tempos, consideras que este jogo para a Liga Zon Sagres será encarado de uma forma especial pelos adeptos e grupos organizados?
Vai ser um pouco mais especial porque há mais gente mobilizada de parte a parte. Vai haver um ambiente mais profícuo a que as rivalidades sejam exacerbadas. É um jogo que ninguém quer perder, e para muitos adeptos pode valer uma época. O grupo fica mais unido, e há mais gente a puxar, o que só por si cria uma dinâmica completamente diferente. Um jogador que se empenhe neste jogo e sinta o apoio que lhe é transmitido pelo grupo e a importância da rivalidade, pode conquistar a massa adepta por completo. Depois, estes jogos têm sempre repercussões no futuro, quer no jogo da segunda volta, quer em jogos de épocas vindouras.

Que diferença existe numa deslocação ao estádio José Arcanjo em relação a outro qualquer estádio nacional? Com que tipo de sentimento é encarada?
Primeiro, por ser relativamente perto (dista apenas cerca de 20km da actual casa do Portimonense), é um jogo onde um maior número de elementos do grupo pode comparecer para apoiar a equipa. Segundo, quer em termos de tempo de viagem (que requer menos horas de disponibilidade), quer em termos de custos, é uma deslocação mais acessível.
Neste jogo ambos os grupos têm maior vontade de provar a sua força, de mostrar que a cidade e o clube que apoiam são os melhores da região. É um derby! Quem não estiver bem neste jogo habilita-se a ter que levar com as bocas durante um bom período de tempo.

Perspectivas uma grande mobilização de adeptos do clube a Olhão?
Considero o Bianconero, um grupo bastante homogéneo, equilibrado e regular. Espero que a nossa prestação em termos numéricos supere todas as deslocações que fazemos regularmente desde a fundação. Por que o preço dos bilhetes para o nosso topo é o mais baixo, esperamos que muitos adeptos que normalmente estão noutras zonas do estádio se juntem a nós, como é normal nos derbies. Prevê-se que cerca de 2000 portimonenses possam estar no Zé Arcanjo. Em termos de grupo, esperemos que perto de 90% dos membros estejam presentes, o que daria um número a rondar os 100.

Em breves palavras que outros aspectos relevantes consideras dever ser realçados e na pele de adeptos do Portimonense consideras importante deixar alguma mensagem aos adeptos do teu clube (quais)?
Espero que se mobilizem, que se desloquem em qualquer meio de transporte, e apoiem ruidosamente, para que um jogo fora se transforme quase num jogo em casa.

Conta-nos em breves palavras um momento que te tenha marcado nos derbies Olhanense Portimonense.
O jogo que mais me marcou foi uma vitória do Portimonense em Olhão por 4-1. Um jogador que poucos mais jogos fez pelo Portimonense, e que tinha entrado aos 38 minutos, já com o Portimonense a perder, um nigeriano chamado Pascal, resolveu fazer o jogo da vida dele. Depois de estar a perder por 1-0 na primeira parte o Portimonense deu a volta e ainda conseguiu golear. Destaco ainda o facto do Djalmir (ódio de estimação dos portimonenses por marcar quase sempre contra nós) ter ficado, nesse jogo, em branco.

Texto retirado do site: Claques de Portugal

quinta-feira, julho 29, 2010

HÉLIO PINTO - "GOSTARIA DE VOLTAR A JOGAR EM PORTUGAL"

GRANDE ENTREVISTA

Ao "Portimonense 1914", Hélio Pinto falou sobre o passado no Portimonense e no Benfica, o presente no Chipre, e sobre o futuro...

Hélio Pinto em acção num Portimonense - Desp. Beja (Iniciados)

Como começaste a jogar futebol e quais as pessoas que foram mais importantes na tua formação?
Comecei a jogar futebol desde que me lembro! Jogava numa rua do Bairro do Pontal com os amigos e aos 5/6anos fui logo para as Escolinhas do nosso Portimonense.
Na minha formação no Portimonense destaco os Misters Edgar Jacques e Figueiredo que foram os treinadores que me ensinaram a dar os primeiros toques.
No Benfica tive o Mister Roquete que me ensinou não só a ser o jogador que sou hoje mas principalmente a crescer como Homem! Agradeço imenso a todos os que de alguma forma contribuíram para a minha formação profissional e pessoal.

Qual foi foi o teu percurso no Portimonense?
Joguei nas Escolinhas, nos Infantis e nos Iniciados até aos 14 anos. Lembro-me que nos infantis houve uma época em que subimos para o Campeonato Nacional com 99 golos marcados e 0 golos sofridos! Ainda tenho Jornal Barlavento lá em casa ehehehe ... que saudade!

Como chegaste ao Benfica?
Cheguei ao Benfica com 15 anos (no 1º ano Juvenil) por intermédio do olheiro do Benfica de Tavira o Sr. Carlos Gonçalves... e também do Mister Roquete!

O que faltou para te conseguires impôr no plantel principal?
Para me impor no plantel principal faltou-me:
1 - ter ficado no clube. Saí sem nunca ter ido a uma reunião! Foi sempre o meu empresário da altura a ir e nunca cheguei a saber realmente a verdade do que se passava por lá. Mas o passado já lá vai e tive que seguir em frente.
2 - faltou-me mais determinação e atitude. Entre todas aquelas estrelas na minha posição (Zahovic-Petit-Tiago) reconheço que à partida dificilmente poderia ser logo a primeira opção, embora tivesse trabalhado para isso. Mas foi óptimo porque consegui aprender imenso com todos eles.

Rumaste depois ao Sevilha e mais uma vez as coisas não correram como mais gostarias...
Fui para Sevilha para para jogar na equipa principal (o que me tinha dito o empresário) mas cheguei lá... e acreditas que nunca fiz sequer um treino?!

Alguma vez existiu a possibilidade de regressares? Gostarias de o fazer mais tarde?
Regressar a Portugal, neste momento, só se fosse para um dos grandes. Já tive algumas ofertas mas nada dos grandes. Um dia gostaria de voltar a jogar em Portugal e, quem sabe, na minha terra...

No Chipre, como viveste a época que culminou com a promoção do Portimonense à 1ª Divisão?
A subida do Portimonense à 1ª Liga foi uma alegria e um sonho que tenho desde pequeno. Enquanto vivi em Portimão nunca perdi um jogo... e acredita que tenho orgulho em dizer que nasci em Portimão e que aprendi a jogar futebol no Portimonense! Ainda assisti a alguns jogos que foram transmitidos na Sport tv e notei que a equipa sempre batalhou muito para alcançar o objectivo da promoção. Parabéns aos jogadores. Eles foram fantásticos!

Os salários no Chipre são mais atractivos que em Portugal? E a qualidade de vida... como descreves?
É quase a mesma coisa que viver no Algarve! Bom tempo, boas praias... apesar de ter sempre saudades da nossa Praia da Rocha. A qualidade de vida é muito boa, podes andar descansado na rua que não há assaltos nem violência... nada do que se houve nas notícias em Portugal. A vida é muito mais cara que em Portugal mas os salários também são mais elevados. O salário mínimo anda à volta dos 850 euros.

Existe um núcleo forte de jogadores portugueses no Chipre. Costumam encontrar-se?
Há realmente muitos portugueses no Chipre, tal como brasileiros e africanos. Quando cá cheguei era o primeiro juntamente com o João Paiva, o Filipe Duarte, o Ricardo Fernandes, Kenedy, Zé Nando e o Pedro Moita. Eramos apenas 7! Esta época são mais de 100... só na 1ª Liga! Ao princípio, sim, aconteceram vários jantares entre este grupo ainda bastante restrito... mas a partir do 2º ano chegou tanta gente que o espaço já não chegava nos restaurantes heheheheh!

Há alguns anos o Chipre não tinha expressão no futebol Europeu. Actualmente já surgem equipas (como o APOEL) que conseguem resultados positivos nas competições europeias. A que se deve esta evolução positiva, na tua opinião?
Na minha opinião o futebol cipriota evoluíu muito positivamente devido à chegada dos jogadores portugueses. Agora ja cá estão jogadores de todas as nacionalidades mas nós fomos os primeiros e teremos que nos valorizar por isso. A mudança qualitativa começou connosco.

Faz o balanço dos 6 anos no Chipre. Quais os momentos altos que já viveste... e os menos bons?
Gracas a DEUS tive vários momentos altos no Chipre! No 1º ano fui campeão pelo Apollon de Limassol. No ano seguinte fui para o Apoel de Nicosia e fui campeão de novo! No ano seguinte ganhei a Taça do Chipre mas não fui campeão e foi um momento baixo. No ano seguinte fui campeao de novo! Sem esquecer que marquei um golo e fiz duas assistências contra o Estrela Vermelha (Sérvia) e contribuí para a passagem à outra fase da Liga Europa... e marquei no estádio do Shalke 04 em que empatámos 1-1! Mas sem dúvida alguma o momento mais alto foi ter conseguido entrar nos Grupos da Liga dos Campeões no ano passado. É fantástico jogar contra as grandes equipas da Europa! Fui considerado o melhor médio do campeonato cipriota. Enfim... 5 anos que considero muito bons!

Estás a iniciar a sexta temporada consecutiva no Chipre. Neste momento a tua vontade é continuar, conhecer outro país, ou regressar?
Com a entrada na Liga dos Campeões no ano passado pensei que seria altura de experimentar outro campeonato. A verdade é que em Janeiro renovei por mais 3 temporadas com o Apoel e as ofertas que tive dos outros países não foram as que esperava. Estou feliz aqui. Regressar a Portugal para já não é o meu objectivo... gostaria de experimentar outro campeonato primeiro, embora me considere feliz aqui no Chipre.

Tens visitado a cidade de Portimão?
Visito sempre Portimão nas férias de Verão que para mim são entre finais de Maio e princípio de Junho. Tenho a minha família em Portimão e muitos amigos de infância que são para toda a vida. Por isso vou a Portimão... sempre que estou em Portugal!

Uma mensagem final para o Portimonense e adeptos em geral...
Peço que os adeptos apoiem sempre a equipa até ao último minuto do jogo e que os jogadores dêem tudo o que têm dentro de campo... que suem a camisola. Desde o Chipre grito: FORÇA PORTIMONENSE!

Hélio José Ribeiro Pinto - 26 anos
Histórico recente:

2010/11ChipreAPOEL
2009/10ChipreAPOEL
2008/09ChipreAPOEL
2007/08ChipreAPOEL
2006/07ChipreAPOEL
2005/06ChipreApollon Limassol

quarta-feira, dezembro 09, 2009

ENTREVISTA A DIOGO MELO




No passado dia 1 de Dezembro (Terça-Feira), o "Portimonense 1914 Compacto" levou aos estúdios da Alvor FM o médio Diogo Melo que atravessa um dos seus melhores momentos desde a chegada ao Portimonense.

Poucos dias depois, Diogo marcou o golo do empate visível na imagem acima (fonte: Site do Portimonense) frente ao Desportivo das Aves, confirmando a boa época.

Se perdeu a entrevista na ALVOR FM 90.1, recorde-a hoje neste trabalho EXCLUSIVO do "Portimonense 1914". Um excerto do magazine semanal com os melhores momentos da entrevista com Diogo.

Apresentação: Júlio de Ferreira
Comentários: Nuno Pacheco
Pós Produção: Rui Gonçalves

Som gentilmente disponibilizado pela Alvor FM

terça-feira, dezembro 01, 2009

"PORTIMONENSE 1914 COMPACTO" RECEBEU O MÉDIO DIOGO PARA GRANDE ENTREVISTA





ALVOR FM 90.1
PARA TODO O ALGARVE E BAIXO ALENTEJO
(TAMBÉM EMISSÃO ONLINE PARA TODO O MUNDO)

O "Portimonense 1914 Compacto" apresentou a todos os portimonenses mais um grande programa, que teve como convidado especial o médio brasileiro Diogo, um dos jogadores em maior destaque esta temporada no Portimonense.

A simplicidade e a simpatia do nº 8 alvinegro ficou patente na forma franca e aberta como abordou todas as questões que lhe foram colocadas, versando temas como o seu trajecto até chegar à Europa pela porta do Portimonense, a dificíl adaptação ao futebol português, a actual boa época em termos pessoais e colectivos e o rescaldo da derrota na Covilhã.

Um agradecimento ao Diogo e à extraordinária equipa da Alvôr FM, constituída pelo Júlio Ferreira (locutor), Rui Miguel (pós-produção) e Nuno Pacheco, um dos autores do Blog Portimonense 1914 (comentários).

As fotos retratam os bastidores do "Portimonense 1914 Compacto" que, através da ALVOR FM 90.1, leva o nome do nosso clube a todo o Algarve e Baixo Alentejo, não se esquecendo de todos os que não têm internet.

Viva o Portimonense! Obrigado Diogo!

Na próxima Terça-Feira às 21 horas não perca mais um "PORTIMONENSE 1914 COMPACTO" com convidados em estúdio. Pelo nosso programa já passaram: Dr. Manuel da Luz, Fernando Rocha, Pires, Alê, Ruben Fernandes, Vasco Matos, Ivanildo, Lito Vidigal, Litos, os Bianconero... e Diogo!

domingo, novembro 29, 2009

GUIDO ABAYIAN PRONTO A ESTREAR-SE NA 1ª DIVISÃO DA ARGENTINA EXPLICA RUMORES

Porquê trazer Guido Abayian ao "Portimonense 1914"? Porque sem ter chegado a envergar a camisola do nosso clube, acabou por ser um dos atletas mais falados em toda a temporada passada.

Foi o jogo Crato - Portimonense a contar para a Taça de Portugal que o revelou aos nossos adeptos, maravilhados com a combatividade do jovem argentino formado no Benfica, ao serviço de um clube acabado de chegar dos Distritais: o Crato.
Desde esse dia Guido Abayian foi por várias vezes associado ao nosso clube mas a transferência nunca chegou a acontecer. Houve ou não contactos? Abayian queria vir?

Abayian transferiu-se esta época para o Club de Gimnasia Y Esgrima La Plata, da 1ª Divisão Argentina, onde trabalha agora para conseguir provar o seu valor.

Foi deste país Sul Americano que Guido falou ao "Portimonense 1914". O nosso objectivo: contar aos adeptos do Portimonense se os rumores tiveram, ou não, fundamento. Doze meses depois vamos explicar o que realmente aconteceu.


Há um ano, por esta altura, falou-se do interesse do Portimonense. Alguém chegou a falar contigo?
Sim eu sabia do interesse pelos jornais mas infelizmente ninguém chegou a falar comigo. Não existiu qualquer contacto.

Se o Portimonense tivesse desejado contratar-te, terias vindo?
Sim, claro, embora isso não dependesse só de mim. Saltar de uma equipa da Terceira Divisão para a Liga de Honra teria sido fantástico... tinha muito interesse em que isso tivesse acontecido.

Recordas-te do jogo Crato – Portimonense? Como te correu esse jogo?
Sim, lembro muito bem! Foi um jogo muito bom e emotivo em que o F.C. Crato conseguiu lidar com uma equipa muito forte. Só no final a experiência e a capacidade física do vosso clube fizeram a diferença e foram demais para nós. No plano pessoal o jogo correu muito bem, marquei um golo bonito e julgo que estive bem. Único ponto negativo foi a lesão que me obrigou a saír perto do final do jogo e a falhar os 4 jogos seguintes.

O que achaste do nosso clube?
Um clube muito grande com bons jogadores que certamente não mereceu acabar a época naquela posição difícil. Fiquei com óptima impressão do clube e dos adeptos que fizeram uma grande festa!

Acompanhaste a temporada do Portimonense?
Sim via sempre os jogos que eram transmitidos na televisão e acompanhava os resultados. Começaram muito bem mais infelizmente caíram muito na tabela, talvez com algum azar pelo meio.

Após uma temporada em que o Crato não alcançou os objectivos foste para a Argentina. Fala-nos do teu novo clube.
Sim. Voltei à Argentina com muita vontade de ficar a jogar numa equipa da Primeira Liga. A alternativa seria encontrar outro clube na Europa, mais forte, que me permitisse jogar e marcar golos. Acabei por ficar no meu país, numa equipa muito boa e acredito que as coisas me possam correr da melhor maneira.

Achas que a saída do Crato para a 1ª Divisão da Argentina contribuíu para a tua valorização?
Sim, bastante. Gostei muito do Crato e vou ficar para sempre agradecido pela forma como fui recebido. Mas conseguir ficar aqui foi mesmo muito bom para a minha carreira e sinto que estou a melhorar muito de dia para dia. Na Argentina o futebol tem muita qualidade e é sempre positivo estar numa equipa da Primeira Liga onde posso evoluír com jogadores de topo.

Pensas voltar a Portugal?
Nao sei... nunca sabe, o futebol é incerto. Gosto muito do vosso país mas agora a minha vontade é ficar a jogar aqui na Argentina e tentar a agarrar titularidade na primeira equipa em pouco tempo. Acima de tudo quero que a minha carreira dê mais um passo em frente. Se o futuro me levar a regressar a Portugal para um clube mais competitivo ficarei também muito feliz.

Muito obrigado pela entrevista e pela oportunidade de falar aos adeptos do Portimonense. Foi uma Honra ser vosso adversário e ler que algumas pessoas apreciaram as minhas qualidades. Desejo-vos muito sucesso para o futuro. Aproveito para enviar um abraço a todos os amigos que deixei no Crato.

Guido Abayian

quarta-feira, novembro 25, 2009

NOVO ESTÁDIO PODERÁ DEMORAR 4 ANOS

ESTÁDIO SERÁ A PRIMEIRA CONSTRUÇÃO DE TODO O COMPLEXO


Em entrevista EXCLUSIVA ao "Portimonense 1914 Compacto" ontem à noite na ALVOR FM, Manuel da Luz justificou os constantes atrasos no arranque das obras do novo Complexo Desportivo que integrará o futuro Estádio Municipal e falou da importância estratégica do Portimonense para o Município.

O Presidente da Câmara Municipal de Portimão focou 3 pontos essenciais que, em conjunto, ilibam a Autarquia da responsabilidade directa pelos atrasos na obra:

1 - Necessidade de renegociação com a concessionária responsável pelas linhas de Alta Tensão que atravessam o recinto;

2 - Planeamento e ajustamento na questão das águas que irão circundar toda a zona envolvente e que constituem forte componente na futura paisagem do local, exigindo alterações na concepção do complexo sistema aquífero;

3 - Renegociação de contratos com as entidades bancárias que forneceram as linhas de crédito devido à diferente conjuntura económica global que o mundo atravessa.

Sem se comprometer com uma data específica para a entrega do novo Estádio, Manuel da Luz fala em 2012 ou "no máximo 2013" para a conclusão da obra afirmando que o Estádio merecerá prioridade, seguindo-se-lhe a piscina.

Se pretende ler a versão alargada (escrita) do essencial da entrevista, clique aqui.
Para ouvir a entrevista na íntegra, clique aqui.